As pequenas agências procuram um samurai, o que eu faço?

Hoje falo sobre um assunto bastante comum, principalmente para os pequenos garotos(as) que estão na disputa por um lugar no mercado de trabalho.

Neste post eu vou tentar convencer essas pessoas de que o cenário samurai, não é tão ruim quanto pensam.

Procura-se Web Designer

Procuramos Web Designer’s com no minimo “3 anos” de experiência que saibam: Photoshop, Corel e Flash.

Conhecimentos desejáveis: PHP, .Net, Ruby, MySQL, SQL Server.

Existem muitas vagas deste gênero em sites de empregos, e muitos já encaram estas vagas como algo “maligno”. Sim, para os profissionais que já possuem o seu espaço no mercado, é obvio que é, certamente, uma vaga com este perfil, é andar muitos passos para traz.

Estes dias estava conversando com o pessoal da Visie e a esposa do nosso amigo David (programador), estava tendo muitas propostas de emprego com este perfil e pelo fato dela estar começando e estar insegura, isso acabava gerando muitas dúvidas sobre como agir e que decisão tomar. Ela reclamava muito a respeito da descrição da vaga pois a vaga descrevia uma pessoa que necessitava de muitas habilidades que não tem muito a ver com a área da outra.

Pensamento Positivo!

Todo mundo começa de baixo, seja você um Ninja do Photoshop ou um Ninja programador. As empresas desconfiam de profissionais sem experiência, as grandes empresas querem profissionais qualificados e com experiência, já as pequenas empresas procuram os “meio termos” pois elas sabem que não podem pagar, nem manter, um profissional de qualificação superior dentro da empresa.

Desafie você mesmo!

Se você esta começando, encare estas vagas como um desafio, o lado bom de trabalhar em uma agência que procuram estes profissionais é que você aprende muito em um curto intervalo de tempo. O fato de você estar começando e a vaga exigir muitas habilidades como, design, programação, animação, arquitetura da informação, usabilidade e etc. Isso vai exigir muita pesquisa e muito esforço do profissional que esta neste time, é uma exploração? talvez… mas encare isso por este lado.

Quando estamos sendo engajados no mercado de trabalho, o objetivo é aprender, ganhar experiência, encare esta vaga como algo que vai exigir muito de você.

Mesmo que você não esteja confiante para exercer todas estas funcionalidades, encare esta vaga mesmo assim, é uma grande chance de você aprender.

Dê prioridade primeiro ao seu aprendizado, depois dê prioridade para as condições de trabalho, embiênte, salário, equipe etc.

Quando eu comecei a trabalhar com Internet, eu já tinha alguns anos de experiência, quando resolvi procurar emprego, as empresas tinham o pé atrás de me contratar, pelo fato de eu não ter experiência comprovada, ou seja, eu também comecei em agências que procuram samurais, todos começamos, encare esta oportunidade como uma grande chance de aprender. Certamente esta vaga vai te preparar para uma outra melhor.

Conhecimento nunca é demais!

Você pode ficar pulando de agência em agência, pode não dar certo em muitas delas, mas pode ter certeza que por cada lugar que você passar, você vai aprender algo novo. Pense por este lado! conhecimento nunca é demais e ninguém tira ele de você!

[]’s
Igor Escobar.

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As microempresas e a pseudo-vontade de aderir os padrões.

Acredito que a grande maioria de vocês, senão todos vocês, começaram de baixo, em uma empresa pequena, com poucos funcionários porém lutadora.

De todas as pequenas que trabalhei, lembro-me que a Web 2.0 era (e ainda é) utilizada como uma forma de atrair e conseguir clientes, era Web 2.0 aqui, Web 2.0 lá, os donos das empresas utilizavam o termo, mais nem sabiam ao certo, que ele queria dizer, eles só sabiam que isso estava atraindo a curiosidade dos clientes e eles depositavam as suas esperanças nessa tal de Web 2.0 (na época) a Web 2.0 já estava sendo muito bem falada, estruturada e aplicada por algumas grandes empresas que possuíam uma boa organização e principalmente maturidade.

Era mais ou menos igual aquela propaganda da escova de dentes com o limpador de línguas: – Quando crescer, vou querer ser como você.

Tudo bem, admirar não faz mal a ninguém, mas a maioria das empresas acabavam dando um passo maior que as pernas para poder logo sair contando para os clientes que podem desenvolver sistemas utilizando os conceitos que a Web 2.0 trazia.

A Mudança

Toda empresa esta familiarizada principalmente os lideres a desenvolver sites da forma tradicional, abrir um editor WYSIWYG (Ex: Dreamweaver) e sair criando tabelas, inserindo as imagens do layout, os textos etc, sem nem olhar o que esta sendo criado por trás. Este era o cenário a anos atrás.

São poucas as microempresas que possuem maturidade o suficiente para entender o passo que é começar a desenvolver utilizando conceitos da Web 2.0.

O cronograma aumenta, mais processos no ciclo de vida do projeto são acrescentados, pessoas precisam ser contratadas (dependendo do caso), documentação aumenta, o paradigma do desenvolvimento fica mais complexo e detalhado…tudo aumenta.

Toda essa adição de pessoas, processos e complexibilidade é consecutivamente convertida em mais despesas e mais tempo aplicado a um único projeto. As micros querem isso? na visão deles é Web 2.0 pra todos os lados na cabeça do cliente, e o melhor, sem adição no custo, e no prazo.

Quem apanha no final?

O coitado do programador que tem que fazer milagres em um curto intervalo de tempo, o coitado do cliente, que só queria o site dele prontinho em Web 2.0.
Mas quem toma o maior prejuízo no final, é a própria empresa que acaba tendo que gastar muito mais do que o vendido para o cliente, principalmente para correção de bugs e melhorias de processos que não ficou como o cliente esperava ou de acordo com a realidade da empresa.
Resultado: O Cliente fica insatisfeito, desiludido com essa tal de Web 2.0, nunca mais volta a ser cliente da empresa, fala mal de você para toda a direção da empresa e dependendo do desgaste até para a família.

A Web 2.0 trás conceitos inovadores que podem tornar uma pequena empresa, em uma grande empresa criadora de soluções e ideias. Mas toda essa força e os seus “benefícios” pode se virar contra a própria empresa e contra o seu próprio usuário, se a empresa não possui um processo sólido, com foco principalmente, no ciclo de vida de um projeto.

Para quem já trabalhou em uma pequena empresa, na época do boom empresarial em prol da Web 2.0, sabe o que eu estou falando.

Claro, que este cenário hoje já esta mudando muito, mas o velho ditado diz: Antes de melhorar, vai piorar…muito!

Tem empresas que aprendem na prática, outras aprendem na teoria para apanhar menos na prática ou caem naquilo que eu falei anteriormente, contratar mais pessoas!
Aplicar os conceitos da Web 2.0 nos seus projetos é uma questão de puro planejamento e estratégia se você entrar nessa só por entrar e ficar com um pé na web 2.0 e outro na 1.0 isso só vai fazer a sua empresa afundar e se comprometer cada dia mais com seus clientes.

Esta é uma visão minha, baseando-se em todas as pequenas empresas que eu trabalhei, se alguém possui um ponto de vista diferente e queira compartilhar, por favor, os comentários são abertos e muito bem aceitos.

Espero ter contribuído!
[]’s

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