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Um pouco sobre certificações (W3C)
8Ontem aconteceu a Conferência da W3C Brasil. Infelizmente não pude ir, mas acompanhei tudo pelo twitter através da hash tag #webbr2009.
Diversos assuntos foram discutidos neste dia, dentre eles o que mais me chamou a atenção foi a quantidade de opniões divergentes com relação ao ter ou não ter certificações para os profissionais que lidam com o desenvolvimento front-end todos os dias.
De todas as opniões que foram expressadas neste dia, se juntar tudo e fazer uma categorização das opiniões, vocês vão ver que tudo gira em torno da desilusão dos profissionais quanto a este assunto.
Vi muitas pessoas sendo contra a certificação, pelo fato de muitos ja terem comprovado e sentido na pele o grande interesse de algumas instituições – que prefiro não citar – em vender somente o papel e não o conhecimento.
Depois da discussão que tive com alguns amigos que trabalham na área pude ver que as pessoas não são desiludidas com A CERTIFICAÇÃO em si. Os profissionais estão desiludidos na maneira como ela é vendida e mantida pelas instituições e a forma como as empresas fazem a utilização desta certificação.
A certificação é vendida como se fosse um curso qualquer. Onde o candidato à certificação entra em uma salinha, responde umas perguntas e sai certificado. O que é uma demonstração CLARA de que as instituições não estão nem um pouco interessadas no nível do profissional que sai dali com este papel de baixo do braço e sim pelo dinheiro dos que acreditam que este papel vai mudar o seu mundo – o que tem uma pitada de verdade.
Vi também que muitos estavam “indignados” pelo fato das empresas utilizar tais certificações como filtro em um processo de seleção. Veja bem, eu também acho isso uma sacanagem mas não acho isso, o fim do mundo. A empresa tem um senso equivocado as vezes pensando que se eles ignorarem todos os que não tem certificação e entrevistar somente o que tem estarão fazendo um bom negócio pois os que não tem é lixo – na visão deles.
Mas por outro lado em grandes corporações este filtro serve puramente para agilizar o processo. Imagina uma empresa com uma fila de 3 mil candidatos a uma vaga. Eles iriam demorar 5 anos para entrevistar todo mundo da forma mais humana e minuciosa possível, mas infelizmente, eles acreditam que mesmo ignorando 2 mil sem certificações eles acreditam que pelo menos 10% destes mil que sobraram sejam bons profissionais. Se pensarmos por este lado, é totalmente aceitável o filtro quando aplicado em uma situação como esta – mesmo sabendo que eles podem ter perdido os steve jobs pessoal deles. Steve Jobs não tem nível superior, imagina ele procurando emprego? milhares de empresas aplicando seus filtros em cima de uma mente brilhante, cool.
A minha opinião sobre estas certificações é: Devemos sim ter certificações. Quanto mais o nosso ramo amadurecer neste sentido e ter instituições que comprovem e testem os profissionais que atuam neste meio é mais um passo que damos rumo a extinção dos sobrinhos. Quanto mais formal tornarmos o nosso ramo de trabalho, mais dificulta o acesso das empresas sérias a profissionais sem compromisso e consideração com o ramo e as pessoas que atuam nele. Tevemos sim ter certificações, talvez tenhamos que amadurecer melhor esta idéia e talvez não oferecermos uma certificação de HTML ou CSS mas sim de Padrões Web, quem sabe…
Se a forma como tudo é “vendido” mudar, estas certificações servirão como uma forma de valorizar o profissional que possui esta certificação. Tudo tende a agregar valor.
Este é um ótimo assunto e que diferente de só fornecer a certificação, devemos GARANTIR que o profissional que porta este selo é um profissional que no mínimo se importa com a gente, com a nossa luta e principalmente, com o cliente.
Meu amigo Chris também falou e apontou suas consideração sobre o debate, vale a pena dar uma lida também.
[]‘s
Igor.

