Afinal de contas, quanto devo cobrar?

Essa é a dúvida que martela a cabeça de muitos freelancers, micro-empresários e principalmente profissionais que pouco se interessaram por esse lado da profissão e sempre ficam no back stage, fazendo o que lhes são de competência.

Se você espera que ao final deste artigo tenha um uma tabela feita em excel com todos os produtos e custos, desista. Se você não quer levar a sua empresa para o ralo, os preços entre uma agência e outra pode variar e muito isso é fato, mas não vem ao caso deste artigo ensinar como escolher a melhor empresa.

Na hora de dar o preço, tudo é uma questão de tecnologias envolvidas, pessoas, gastos mensais da empresa (água, luz, licenças, impostos ou qualquer outra coisa que gere gastos mensalmente para você).

Muita gente por aí acha melhor utilizar o feeling para dar os custos. Isso pode dar certo como pode também não dar, geralmente o profissional cobra muito caro, ou muito barato ou meio termo, acontece que as grandes contas ou as empresas do ramo de TI que mais têm portas abertas são as pessoas e/ou agências que cobram “certo”.

Na hora de dar o preço é muito importante ter em mente que dificilmente o seu cliente bate na porta de uma única agência, fecha o negócio e vai embora sorridente, as empresas fazem os orçamento em mais de uma empresa, isso é praticamente garantido, você nunca está sozinho.

Ter esse pensamento é muito importante, dependendo da conta e do cliente o feeling nestes casos conta muito, é totalmente válido para um empresa as vezes cobrar um valor abaixo do que está acostumado para cativar o cliente e conseguir o case, afinal todos sabemos que quando se consegue um projeto e o mesmo é concluído com sucesso as chances de você receber outras propostas e o cliente bater na sua porta novamente são grandes, há quem diga que o primeiro job é o mais importante de todos pois o cliente dificilmente arrisca milhões de reais (exemplo) em um case de uma empresa que ele nunca trabalhou ou nunca teve contato antes.

Há uma diferença em orçar preços de jobs de clientes que já passaram pela galeria de cases da agência e orçar preços para clientes que nunca conheceram a metodologia da agência, etc.

É muito importante passar pela primeira barreira com o cliente (case) o preço tende a ser menor no primeiro, mais se o cliente ficar satisfeito, com certeza ele não irá se preocupar de pagar um preço um pouco maior no segundo case já que agora não há motivos para se preocupar, principalmente sabendo que ele vai poder dormir tranquilamente (claro que ele não precisa ficar sabendo disso).

Para você não se preocupar em quanto deve cobrar, apenas cobre certo e não terá dores de cabeça. O grande problema de você cobrar sempre utilizando o feeling é que vai chegar um dia que com certeza irá faltar dinheiro no seu bolso, excesso de despesas, gastos com os filhos … estas coisas acontecem, porém, podemos nos prevenir.

A empresa que cobra corretamente ele tem em mente a quantidade de projetos que geralmente ela fecha por mês, tendo isso em vista, podemos dividir os gastos da empresa balanceando os mesmos em projetos diferentes.

Por exemplo, A empresa TI Exemple gasta 30 mil reais por mês somente com encargos empresariais (luz, água, profissionais, internet, impostos, etc) para manter a minha agência funcionando, preciso ter uma margem de lucro de 20% em cima de cada projeto, se a minha agência consegue manter a média de 10 projetos por mês vamos fazer o seguinte:

Os gastos mensais para manter a minha empresa funcionando é de 30 mil reais, vamos balancear isso nos 10 projetos e dividirmos isso pelo número médio de projetos criados por mês, neste caso, teríamos 3 mil reais fixos para incluir no orçamento de cada cliente. Agora vamos incluir a margem de lucro do projeto de 20% em cada projeto:

(3.000 / 100) * 20 temos 600 reais, mais os 3 mil fixos de encargos, fechamos o job por 3.600 reais.

Ah! Então quer dizer que se um cliente vem até a mim e pede para eu editar uma imagem eu vou cobrar 3.600 reais?
Claro que não, com certeza se você é uma empresa que pega jobs deste gênero o número de jobs executados por mês são maiores e o custo com estrutura e profissionais são bem menores também, tudo é uma questão de estratégia.

Esta aí a diferença entre a empresa que cobra certo e o cara que cobra seguindo o seu feeling. Ele vai pensar: – Eu não posso cobrar 3.600 reais para editar/criar uma campanha visual para o cliente, vou cobrar apenas 600 reais, pronto o cliente abre um sorriso, sai cantarolando pela rua e aguarda o resultado, já você no final do mês terá que correr em busca do prejuízo.

Claro que este é um exemplo extremamente simples e objetivo, ilustrando como devemos (por cima) fazer para cobrar por um projeto e não ficar de mãos abanando no final do mês e só acumular dívidas.

Temos que levar em conta que quanto maior o número de funcionários mais jobs poderemos desenvolver simultaneamente.

Cada profissional tem um custo diferente para empresa e consequentemente as horas de trabalho de cada profissional pode variar.

Temos que ter também um certo nível de maturidade, para saber quantas horas iremos gastar no total em cada projeto, para depois então alocar os profissionais competentes, para executá-los, dentro do prazo combinado com o cliente.

A diferença de cobrar usando o feeling e cobrar certo é que um dia você pode perder seu case ou sua agência para uma outra agência que ao invés de usar o feeling cobrou certo.

Espero ter contribuído.
[]’s.
Webtutoriais:52F051F1

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